Quem tem Insuficiência Istmo Cervical e como é diagnosticada
A Insuficiência Istmo Cervical atinge cerca de 1% das mulheres e há vários indícios da
existência de uma disfunção cervical participando da gênese dos abortamentos
de repetição e dos partos prematuros.
Estima-se que a
insuficiência cervical seja pouco diagnosticada, uma vez que seria responsável
por cerca de 23% dos abortamentos espontâneos de segundo trimestre.
Durante a gestação, alguns possíveis fatores etiológicos da insuficiência
cervical são:
1) Os
traumatismos cervicais, que podem provocar lacerações e deformações anatômicas
e estão relacionados principalmente ao parto.
2) Partos muito
rápidos, dilatação cervical mecânica com velas de Hegar para curetagens e uso
de fórceps também são fatores de risco.
Fora da gestação, cita-se:
1) A conização
para tratamento de neoplasias intra-epiteliais e, menos freqüentemente, as amputações
de colo.
2) As malformações
uterinas, especialmente o útero bicorno, também podem estar associadas a
alterações estruturais congênitas do colo uterino.
Sempre deve ser valorizada a importância de anamnese bem feita e detalhada para
saber se a paciente tem ou não Insuficiência Istmo Cervical.
A chave para
diagnosticar a IIC pode estar nos antecedentes obstétricos.
Deve ser valorizado
histórico de partos muito rápidos, de partos prematuros sem trabalho de parto,
de dilatação cervical na ausência de contrações, de rotura prematura pré-termo
de membranas sem causa aparente, de abortamentos tardios com expulsão
espontânea de membranas e feto sem contrações dolorosas.
Durante a gestação, o diagnóstico é fundamentalmente presuntivo, e a avaliação
clínica por meio de exames digitais seriados do colo uterino constitui
importante meio diagnóstico da insuficiência cervical. A demonstração objetiva
de alterações progressivas do colo uterino, como esvaecimento e dilatação, é fortemente
sugestiva.
Apesar do uso
disseminado da ultra-sonografia como método diagnóstico, o toque vaginal ainda
é preconizado por vários autores como método de rastreamento e seleção de
pacientes para propedêutica auxiliar. A possível limitação do toque vaginal na avaliação cervical está relacionada à porção supravaginal do colo
uterino, não acessível aos dedos do examinador, que poderia subestimar o
comprimento do canal endocervical.
Exames como a histerossalpingografia e vela de Hegar nr 8 realizados fora do período de gestação também podem fechar o diagnóstico. No entanto, muitas mulheres que têm IIC (colo do útero flácido), fazem estes exames e os mesmos não apontam nada.
Veja na figura abaixo as imagens do colo do útero e como ocorre a sua dilatação.
Na primeira figura ele está fechado e vai aos poucos se abrindo até se dilatar.
Fonte:
http://www.scielo.br - Com a participação Dr. Marcelo Nomura - UNICAMP
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