A placenta é denominada prévia quando se
relaciona anatomicamente com o orifício interno (OI) do colo uterino e,
portanto, está inserida a frente (previamente) da apresentação fetal. Pode ser
classificada em:
1. Placenta prévia (PP) completa, central
ou centro-total quando recobre totalmente o OI (orificio interno).
2. Parcial ou centro-parcial quando
recobre parcialmente o OI.
3. Marginal quando a borda 2. margeia o
OI, sem recobri-lo. A placenta é dite de inserção baixa quando a sua borda
dista 2-3 cm
da borda do OI.
A PP centro-total pode ser:
1. Simétrica - quando se estende nas
paredes anterior e posterior do útero
2. Assimétrica - quando a maior parte
dela se localiza ou na parede anterior ou na parede posterior.
Sintomas
O principal sintoma é o sangramento
vaginal principalmente nos três primeiros meses de gestação. Quando o
diagnóstico é feito neste período, o risco da placenta manter-se baixa ou
prévia após 28 semanas é muito baixo, graças ao fenômeno de migração
placentária (a placenta vai deslocando-se para cima conforme a gestação
avança). Se a placenta for prévia no momento do parto, há maior risco de
sangramento, transfusão sanguínea e histerectomia.
Ocorrência
Ocorre em 3 a5 a cada mil gestações e ter
uma cesárea prévia aumenta esse risco em até 5 vezes.
Mulheres que tem uma ou mais cesáreas e
placenta prévia, particularmente na forma total e anterior (próximo da região
em que foi feita a abertura do útero na cesárea), tem risco aumentado de acretismo. Nesta situação, a placenta
adere-se anormalmente no útero, e não se descola normalmente. Há um grande
risco de hemorragias graves e é preciso estar preparado para esse tipo de
complicação no parto. Recomenda-se a pesquisa de acretismo em todas as mulheres
com PP total e cesárea anterior através de ultrassonografia inicialmente e se
necessário com complementação por ressonância magnética, uma vez que o
diagnóstico durante o pré-natal permite a programação do parto com medidas de
prevenção de hemorragia, equipe cirúrgica adequada e experiente em hospitais
com recursos avançados.
De maneira geral, recomenda-se repouso
para todas as mulheres com PP total ou parcial persistente no terceiro
trimestre, sendo às vezes necessária internação hospitalar por períodos
prolongados. Na maioria das vezes, é possível fazer o parto no termo com baixa
incidência de complicações maternas e fetais graves.
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